Archive for September, 2008

Daemon

Monday, September 29th, 2008

Resgatando um dos textos que mais gosto do antigo blog, antes que o blogger se encarregue de apagá-lo.

Postado originalmente em 06/06/07.

Daemon Civile

Na avenida mais movimentada da cidade onde pessoas demonstravam claramente os contras da pós-modernidade, esbarrando, desviando, correndo, observando rapidamente numa tentativa falha de flanar pela metrópole, apenas duas pessoas distraídas puderam ver a presença dele.

Entre um esbarrão e outro, pude reparar um encontro peculiar.
Vindo de direções opostas os dois se chocaram com um certo tom de agressividade. Foi um choque forte, de ombro no peito do traseunte distraído que foi pego com tamanha obstinação que sentiu-se como se tivesse sido escolhido propositalmente.

Parou com um ar de surpresa e logo enfureceu ao ver o autor do esbarrão, franzino e visivelmente mais baixo, olhar para trás de canto de olho e sorrir sarcasticamente.
Nervoso, caminhou em direção ao encrenqueiro devagar, olhando fixo como um caçador na espreita, esperando uma reação do oponente.

O franzino virou-se quase no mesmo momento e arqueou as sobrancelhas. Riu, gargalhou e revelou ali, apenas para quem havia reparado a causa da situação, olhos vermelhos flamejantes. Não, não eram naturais. Eram brilhantes demais, estranhos.
O atingido pelo choque, outrora nervoso, agora encontrava-se atônito. Não sabia se partia para a planejada briga ou se recuava e fugia.

Então, o ser estranho dos olhos sobrenaturais caminhou em sua direção, cochichou uma palavra em seu ouvido e se mesclou na multidão que caminhava rapidamente, tornando-se anônimo de novo.

A esta hora sentia-me como se estivesse presenciado horas de dramatização, porém não havia passado sequer um minuto desde a vista do choque até a partida do estranho.
O alvo, que a esta hora provavelmente se sentia um balde de emoções, olhou para todos os lados a procura de uma testemunha que aprovasse o que havia visto. Ao me ver, me olhou com ar de dúvida, como se perguntasse se eu também presenciei.

Desviei o olhar e continuei a caminhar com pressa, ignorando o desespero do aturdido rapaz, que sentou no meio da calçada movimentada. Sentou e olhou para o céu, chorando, gargalhando, balbuciando palavras indecifráveis até para ele mesmo.
E as pessoas passavam altivas, desviando do lunático sentado. "Ora, quem sentaria no meio da calçada?" discutiam consigo mesmas.

Então ele puxou sua arma, mirou na cabeça e atirou. O estrondo ecoou por toda a avenida sobrepondo por alguns segundos o barulho dos carros. A sujeira espalhou-se pela calçada causando uma correria momentânea, e logo ele se tornou mais um obstáculo na calçada, como um vômito do qual todos desviam enojados.

Por alguns segundos me perguntei por que ele, qual o motivo daquilo. Mas só por alguns segundos, logo lembrei que estava atrasada.

Causa Mortis

Monday, September 29th, 2008

Passavam das 4 da manhã e ele estava lá, contando as horas para o último suspiro. Já estava velho, doente, ignorava as dores. Não sabia que horas eram, mas acreditava que eram suficientes para que o andar inteiro já estivesse dormindo. O silêncio ecoava em sua cabeça com as mil vozes de sua consciência, arranjando mil culpados. Ele já tinha um cristo a quem crucificar, e decididiu que poderia passar as últimas horas de sua vida odiando mais e mais, até que encontrasse seu fim no ápice do rancor.

Não importa o que fizesse, ele não poderia esquecer o que ela havia feito. Tinha certeza, era tudo culpa dela. De quem mais poderia ser? Não havia outro culpado, certamente.

Sentiu dores no estômago. Maldita úlcera, era incessante, nada podia acalmá-la. Era equivalente a seu ódio pelo mundo, destrutiva, corrosiva, terminal. Ele sabia o motivo de sua úlcera: Ela. Claro, quem mais poderia ser? Ela era sua úlcera, havia se fundido em seu corpo apenas com objetivo de destruí-lo. Praguejou novamente, desejou crucificá-la com milhares de pregos e riu ao imaginar a tortura sádica.

Começou então a lembrar de todos os problemas. Ela era a raíz de tudo. Ela era a culpada pela úlcera que hoje o corroía por dentro. Ela era a culpada pelo seu colesterol alto. Ela era a culpada por seus problemas na coluna, por seu fígado miserável e por seu coração paralisado. Por seu coração, mais do que pelas outras coisas.

Se vangloriou por todos os dias que havia se dedicado a ela. Por tudo que havia feito, pelos esforços, pelas vontades ignoradas, por todos os dias de sua vida que foram voltado a ela, para lhe agradar, satisfazer todas as suas vontades. As vontades dela, eram as dele. Os dias dela, eram os dele. Não precisava de dias pessoais, bastava viver os dela. Isso o deixava feliz.

Ao menos era o que achava inicialmente. Com o tempo sentiu que toda sua energia havia sido drenada, levada embora. Ela havia levado. Levou sua energia e foi embora. O que havia feito por todos esses anos? Certamente estava em extase. Como não havia percebido o que estava fazendo? Era impossível. Como negar simpatia a alguém tão convincente? Como não poderia ter se dedicado ao máximo? Não deveria ter feito isso, mas fez. Acreditou em tudo, rastejou, foi envolto e entorpecido no mar de mentiras confortáveis que lhe confundiam os sentidos, lhe tiravam a razão.

Detestou-a ainda mais. Como ela poderia ter feito isso com ele? E fez. Foi embora e deixou-lhe um mar de doenças. Eram todas culpa dela, pensou novamente. Jamais teria bebido tanto se não fosse por ela. Jamais teria comido tão mal, jamais teria estado tão nervoso, jamais teria fumado até parar de respirar. Tudo culpa dela.

Ela era seu câncer. Ela estava no seu pulmão, corroendo, destruíndo-o. Estava em todos seus orgãos, degenerando–os apenas para vê-lo sofrer e ir embora, sem impedimentos, como fazia. Ela merecia estar naquele leito, sofrendo as pragas, pensou consigo.

Não sabia quantas horas haviam passado. Não conseguia dormir, sentia que as dores trabalhariam duro aquela noite, para que ele lembrasse de toda sua história. Num lapso racional, conseguiu enxergar que havia feito tudo isso porque quis. Sim, nem ela nem ninguém poderia tê-lo obrigado a cometer tais atrocidades consigo mesmo. Então… não era culpa dela? Como ele poderia assumir seus próprios erros? Precisava de um cristo. No fundo, sabia que poderia ter mudado seu fim. Praguejou novamente.

Fechou os olhos e deu um último suspiro. No atestado, a constatação: Causa Mortis: Arrependimento.

Splash!

Wednesday, September 24th, 2008

Como o servidor do E! não está funcionando direito decidi copiar um post simpático que me fez ganhar dois livros numa promoção. A promoção era do Grande Abóbora e ganhei o novo livro de tirinhas dos Malvados e um outro livro muito bom, que tem um dos primeiros textos que tivemos que estudar na faculdade, chamado Ficções. Recomendo.

Vamos ao post simpático. Nele eu deveria narrar o maior mico que já paguei, e acreditem, mico maior que esse é impossível. Bem, vamos ao post.

Publicado originalmente em 19/05/08:

Splash!

Aderindo a promoção de aniversário do Grande Abóbora e ao relato do Diogo, decidi fazer um post falando sobre o maior (ou um dos maiores, ao menos) mico que eu já paguei.

É um daqueles que você deseja apagar do seu cérebro, formatar sua memória e esquecer a cena. Mas foi tão engraçado que até eu, que sou a vítima da história, choro de rir ao lembrar. Vamos ao relato:

Certa vez fomos a um sítio numa espécie de excursão. Na época eu tinha uns 14 anos e era tipo um dia no sítio, com um guia, almoço e afins, um lugar bacana para se passar o dia com os parentes. Pois bem, esse sítio tinha um guia e esse guia era um cara de língua presa. E sempre fui uma pessoa muito compreensiva com as dificuldades alheias e comecei a reparar como o cara falava. Então, enquanto ele mostrava para nós os animais do lugar, onde tinham vacas anãs, ele soltou a seguinte frase: "Gente, essa vaca é anã, mas ela também dá leitssssi…"

 
Nesse momento meu mundo parou: Peraí? LEITSSSSI? – Comecei a rir e a zoar o coitado.

Acho que o tal guia de língua presa me odiou tanto naquela hora que me rogou a maior das pragas que ele havia pensado no momento. Bastou eu reclamar do lago que havia no lugar (que era deveras sujo) pra ele me dizer, com voz rancorosa: "Vocssssê vai cair aí ainda".

Então partimos para o outro lado do local, onde havia um lago maior (e mais sujo, proporcionalmente ao anterior), um teleférico que percorria a extensão do lago e uns pedalinhos para a galera passear e apreciar a "beleza" local. Eu, tentando ser esperta, decidi que seria melhor ir no pedalinho primeiro e deixar os trouxas ali se matando na fila para passear de teleférico. Foi aí que a desgraça começou.

 O lago não tinha nenhuma base de madeira, cimento, ou qualquer outra coisa em volta, era apenas terra seca e já ia direto para o lago. Os pedalinhos ficavam todos na beirada, e eu achei que poderia puxá-los sozinha. Então pisei com o pé direito dentro do pedalinho e ele se afastou em direção ao meio do lago. Fiquei em pânico. Quanto mais eu tentava puxar o pé e arrastar o pedalinho de volta para a beirada, mais ele se afastava para o meio. Pânico!

Aí pisei com o outro pé, que estava na margem, dentro da água, na tentativa desesperada de não cair. Imaginem agora a cena de alguém quase abrindo um espacate na beirada do lago com um pé dentro de um pedalinho. Ridículo. Enfim… como tentativa final e já entrando em colapso, pensei que poderia me jogar dentro do pedalinho. Aí eu caíria dentro dele e ficaria apenas com um pé molhado. UAU! Genial. Tentei fazer isso. Pulei e… o pedalinho foi pra frente e eu caí maravilhosamente dentro da água. Se fosse um filme eu entraria para as mais belas cenas do cinema nacional.

Mas não pára por aí: ao olhar pra cima, quem estava passando bem na hora de teleférico? O guia de língua presa. Só lembro de ouvir ele gritando "Aeee se fu#@*!" e para piorar minha constrangedora situação, o lago era bem fundo e a borda era cheia de raízes, eu comecei a nadar e consegui subir segurando uma graminha seca. Milagres que só o desespero faz! Era um dia frio, eu estava de agasalho e saí de lá cheia de lama, folhas penduradas e galhos de árvore, parecendo um monstro do lago. Terrível.

Para não dizer que foi de tudo ruim, pelo menos consegui roupas emprestadas e ainda lavaram as minhas.

Aprendi que se eu zoar um cara que tem língua presa e faz magia negra rogando pragas eu posso cair no lago. Mas se não tivesse um lago no local eu poderia ter zoado o coitado livremente hehe.

Curtas

Monday, September 22nd, 2008

Não morri. Apenas estou me adaptando ao novo emprego, juro por Google que logo volto a postar diariamente.
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Ah sim, mudei de emprego. Saí de uma empresa para ir para uma empresa de verdade. Vejamos os comparativos:

- Empresa Antiga: Paternalista, regida por filhos do dono. O dono é um velho senil, e seus filhos são marmanjos mimados metidos a saber de todas as áreas, atrapalhando o próprio serviço dos funcionários. Regime militar: horários rídigos até para funcionários sem registro. Chefes diretos eram toscos: uma gorda estúpida com grave falta de rola e um chefe metido a porra loca, mas no fundo era um workholic. A empresa não dava nenhum incentivo aos funcionários.

Entrei lá e passei quase 3 anos sem registro e sem perspectivas profissionais algumas. Péssimo.

- Empresa Nova: Profissionais bem qualificados. A empresa fornece horários flexíveis, tudo é resolvido pacificamente nas reuniões. As pessoas se preocupam com horário de almoço e de descanço. O funcionário tem cursos dentro da empresa e é incentivado a fazer novos cursos. Há grande possibilidade de crescimento profissional.

Ótimo. Aliás, seria bom mesmo se eu manjasse muito de flash. Como não manjo muito, começo a pensar seriamente sobre uma meta para saber em quanto tempo levarei um pé da nova empresa. Ainda que isso aconteça, fico feliz em ter chutado a empresa antiga pro inferno.

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Acredito que a nova frase que mais ouvirei no trabalho, e que certamente quebrará o recorde da antiga: "muda mais pra esquerda" e "troca essa cor para vermelho" será "deixa a animação mais lenta".
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 Encerrando o post de hoje, lembrei de algo ocorrido hoje a tarde. Vi meu vô sossegado no quarto, enquanto eu trabalhava no fim de semana. Ele lá, dormindo enquanto a TV passava um programa aleatório, e eu aqui ralando numa maldita animação em flash. Confesso que senti uma certa inveja dele lá morgando sossegado e eu me matando e perdendo meu fim de semana. Assim, será que rola me aposentar antes dos 30? Será que dá pra viver trabalhando uma vez por semana? Se tudo der absurdamente errado, eu me mudo para Pitcairn!

Certeza que foi um pobre que inventou essa coisa de que "trabalho enobrece". Se fosse nobre mesmo, rico não passava o ano inteiro de férias!


Já dizia o ditado: "Quando sentir vontade de trabalhar,
procure um cantinho e espere a vontade passar."

O lugar dos sonhos

Monday, September 15th, 2008

Não é a ilha de Lost

Quem nunca pensou em ter um lugar para morgar para sempre? Depois que a gente entende realmente o que é trabalhar e ter uma vida infernalmente atribulada por estudos, trabalho e pessoas aleatórias nos torrando o saco diariamente, o sonho de poder ficar num lugar cheio de paz e ócio aumenta a cada dia.

Sou uma pessoa que adora o ócio. Sério: eu cultuaria o ócio, se ele fosse uma entidade. Faria um altar para o ócio, uma igreja para o ócio, até sacrificaria inocentes em nome da toda poderosa entidade do Ócio.

Imagine acordar num daqueles dias que tem um calor ameno, não ter que ir trabalhar no meio da semana e ainda ter internet disponível para a vadiagem de costume. Joguinho aqui, orkut ali… você se cansa e sai para passear. Sua casa fica de frente pro mar e dele vem uma brisa suave, todos os dias da semana parecem sábado. Agora imagine algo melhor ainda: Seu país tem pouco mais de 40 pessoas, o comércio só abre uma vez por semana e o máximo que você teria que trabalhar é 4 horas semanais. Desse comércio você tiraria seu dinheiro para mais vadiagem, ócio e culto a preguiça. Perfeito, não? E esse lugar EXISTE! OMG!!!111oneone *pega um avião e muda de país*

Estou falando das Ilhas Pitcairn! A ilha mais inacessível do mundo! O lugar mais próximo com que a ilha mantém contato é a Nova Zelândia, lugar que fornece mantimentos e transporte turístico até o local. Mas fora isso, ninguém! Ninguém para encher o saco, sem vizinhos, sem aglomeração de gente, sem tumulto. Só por isso, já digo que é o paraíso.

Procurando no Google, achei muitas informações interessantes sobre o lugar. Vejamos no Wikitravel:

Cidades:

Só tem uma, Adamstown. E ainda é formada por casas dispersas. Dispersas. – Perfeito

Clima:
Entre 16 e 30 graus, parece o Brasil. Infelizmente é rota de alguns tufões, mas isso não rola com frequência. – Nota 7

Paisagem:
Formação vulcânica, com penhascos e pouca praia. Mas quem disse que eu quero muita praia? Quero morgar, somente. – Perfeito

Acesso:
Não dá pra chegar de avião porque não tem pista. Dá para descer de avião em outra ilha próxima ou na Nova Zelândia e ir de navio e barco até o local, que não tem porto. Por conta disso, para chegar definitivamente a ilha deve-se ir de bote, que ficam perto dos navios.

Pelo que se pode ver é bem difícil chegar até o local, mas se levar em consideração que por vezes chegamos a pegar 3 ônibus, 2 trens da CPTM e enfrentar diariamente o metrô lotado para ir trabalhar (!!!), fazer esse sacrifício é bem válido, porque a recompensa é chegar ao paraíso para morgar. Infinitamente. – Vale a pena

Vias:
O único lugar asfaltado do local, é uma via que vai até a cidade, que passa pela Montanha da Dificuldade. Nome motivador, não?  O resto é rua de terra mesmo, barro, insetos, folhas, natureza hostil e suja. Muahahaha. Resta andar de motorbike ou bicicleta. -  Fazer o que?

Idioma:
Inglês é a língua oficial. Há o pitkern que é uma mistura de inglês do século 18 com taitiano e gírias de navio. NAVIO! É um lugar que fala como pirata? Lá todo dia é dia de se comemorar o Talk like a pirate! Ahoy! Palavras do Wikitravel: "[…]all hands para everyone" (todo mundo) — é falado entre os nativos." – Ótimo!

Coisas para fazer:
Nada. Absolutamente nada. Segundo o Wikitravel dá para:
- Nadar no mar calmo. Mas nadar é perigoso porque há muitas rochas
- Visitar ilhas vizinhas, que tem mais praias.
- Observar pássaros.
- Queimar uma réplica do primeiro navio que ancorou no lugar, numa festa no início do ano.

Meh. Legal mesmo é ir para cultuar o ócio.

Gastronomia:
Só há uma mercearia no local. Aberta três dias por semana, durante uma hora. O cara que trabalha lá tem o emprego dos sonhos. Para os clientes, vale lembrar que se esquecer de comprar o papel higiênico nesse dia e horas específicos, você corre o risco de ficar um dia inteiro com a bunda suja.

Há comida importada da Nova Zelândia e Polinésia Francesa, mas o lugar é lotado de árvores com frutas legais. Ou seja, você pode viver como um selvagem se alimentando de frutas e sem gastar nada, se quiser.

Bebidas:
Só turistas podem levar bebida, porque a bebida é proibida no local. O lance é levar cachaça e rir da cara de inveja dos moradores locais.

Compras:
O lugar vive de escambo, então provavelmente não tem coisas muito legais para se comprar. De resto, comercializam selos, moedas, mel, réplicas do primeiro navio que aportou lá e esculturas do lugar. Enfim, nada muito interessante. O dinheiro empregado ali pode ser dólar neozelandês, dólar americano e outra moeda aleatória que não me lembro no momento.

Segurança:
É um local bem seguro e até hoje só teve um surto de violência, em 2004. Depois disso tudo voltou ao normal.

Saúde:
O lugar tem um centro de saúde com equipamentos médicos, dentistas e etc. Infelizmente não servem para alguma situação grave, e se alguém tiver um acidente ou doença séria, pode esperar semanas para ser atendido. Trocando em miúdos: Se você precisar de médico de verdade, está fudido.

Religião:
Todos os habitantes da ilha são adventistas. A opção para os turistas, infelizmente, é aceitar e respeitar a cultura local. Mas tudo tem um lado bom, e lá eles não trabalham de sábado. Ou seja, você pode morgar a semana inteira e morgar mais ainda no sábado, porque é parte da cultura local.

Comunicação:
- A ilha não tem TV. Nunca teve. Nem rádio. Esqueça os jogos de futebol!
- Energia elétrica só funciona a noite.
- Serviço de correio é um cu e as coisas demoram meses para chegar.
- A ilha é conectada a internet via satélite grátis para todos os habitantes, a 128 kbps 24 horas. Perfeito!

Viram? O lugar é perfeito. Tudo bem que a passagem para lá é 1000 dólares e alguma coisa, mas… e daí? Provavelmente quem vai pra lá nunca mais quer voltar, é o paraíso! Paguem uma passagem para mim que eu juro que vou pra lá e nunca mais volto para torrar o saco de ninguém!

O mais interessante é que dia desses eu tive a oportunidade de conversar com uma mulher que mora nessa ilha via MSN. Ela disse que trabalhava no Banco local e que trabalhava apenas uma vez por mês, que era o dia de efetuar os eventuais pagamentos.

Alguém ainda duvida que é o lugar dos sonhos para se morar? Bóra pra Pitcairn!

Links sobre Ilhas Pitcairn

*PN para lembrar sempre de que você fará Porra Nenhuma pelo resto da vida!

Que o mundo acabe em barranco

Wednesday, September 10th, 2008

Tá rolando o maior desespero em relação ao tal LHC, geral dizendo que o mundo vai acabar e que a ciência finalmente conseguiu destruir a humanidade e blá blá blá. Frescura! Os que estão causando alvoroço só estão fazendo isso porque, caso consigam descobrir algo sobre a criação do universo, isso será definitivamente um chute de bico na bunda das religiões. Ótimo! Ciência WINS.


Death Star caiu na Terra. Quem vai destruir o mundo é o Darth Vader!

O que me intriga é o nome criativo que deram para a máquina. Assim, imagine a sala de reuniões na hora do batismo da máquina que nos dará a resposta sobre a vida, o universo e tudo mais criação do universo. Um monte de cientistas, chefes de estado e toda gente importante que poderia estar lá,  se sentam e começam a pensar. Eles precisam dar um nome a um Colisor de Hádrons. E esse colisor é grande. Todos começam a pensar, fazer um brainstorming sobre o nome. Minutos depois alguém se levanta com uma idéia genial, um insight:

- Já sei! – silêncio na sala, todos ficam apreensivos e curiosos
- Vamos nomear essa máquina, esse Colisor de Hádrons de… Colisor de Hádrons! - todos aplaudem, afinal, é um belo nome.
- Mas… espera! -  Alguém interrompe. Novamente um silêncio sepulcral toma conta do recinto – Colisor de Hádrons é tão… óbvio. Vamos pensar melhor vai…
- Ok! Ele é grande, não é? Imenso, não? Então vamos chamá-lo de… Grande Colisor de Hádrons! – todos se levantam, aplaudem de pé o nome original e objetivo que acabaram de criar. A reunião encerra e pronto, a máquina está batizada! Large Hadron Collider! Simples assim.

Se numa realidade alternativa essa máquina fosse nomeada por uma agência de publicidade, ela teria o maior logo do mundo e este logo estaria num outdoor imenso preso na lua, para que todos pudessemos ver. Tanta gente daria pitaco nesse logo, que ele pareceria o inferno depois do carnaval. O nome da máquina então, prefiro nem pensar. Dá para imaginar algo como "O Criador de Universos – Seja um deus você também!". Medo.

Mas se o mundo acabar mesmo, que acabe em barranco pra eu morrer encostada deveriam dar o aviso um dia antes, só para a população poder sentir o gostinho de sair pilhando lojas – de eletrônicos de preferência – e ter um dia de rico antes de serem sugados para dentro de um cu espacial que puxará geral pra si.

Google Chrome

Monday, September 8th, 2008

Parem o mundo que eu vou cometer uma heresia. Desculpe deus, mas tenho que dizer:

CADÊ A PORRA DO BOTÃO DE PÁGINA INICIAL? ONDE ESTÁ? OMG!!!!!!1111

 
*Morri*

A partir de hoje farei um culto ao sagrado botão da Página Inicial. Só com ele eu posso ir rapidamente para o Google e fazer a chefia pensar que eu estou realmente trabalhando!


God save the button!

No dos outros é refresco – II

Thursday, September 4th, 2008

Segue o segundo capítulo da grande saga "No dos outros é refresco" na qual eu narro as alegrias de sacanear os outros. Divirtam-se!

 Bom este não está no top das maiores sacanagens, mas conta como uma sacanagem também, porque a moral dos sacaneados em questão foi abalada. É baseado em uma simples lição de vida, da qual devemos lembrar sempre, guardá-la em nossos corações: Nunca deixe seu e-mail aberto em locais públicos!

Abaixo, a lista dos 2 ownings gerados pela besteira de esquecer o e-mail aberto ou a senha salva em um PC público.

1 – A pressa, esta inimiga da perfeição…
Acontece que minha sala na faculdade tinha um bando de malucos. Aparentemente o curso era um imã de estranhos e loucos, com parafusos a menos ou atrasos mentais graves. Eu me incluo na lista. Obviamente a maioria desses mais perturbados eram meus amigos.

Então que num belo dia numa aula no laboratório de informática estavamos desesperados para ir embora. Mas só poderiamos fazer isso após enviar um e-mail com as artes do exercício em questão para a professora. Bom, algo aparentemente simples, se não fosse pela internet horrível do lugar. Sempre achei que eles dividiam uma conexão discada para 500 computadores, tamanha a lentidão da coisa.

Enfim, começamos a enviar o tal e-mail e um de meus amigos (que não citarei o nome para evitar constrangimentos), foi o primeiro a sair da sala para encontrar a tão sonhada liberdade. Chamemos-o de X.
Para desespero – e depois alegria – geral da nação, nosso e-mail era mais lerdo e demorava mais para enviar a maldita arte. Mas aí veio uma surpresa divina, um estalo de sorte: o computador de X ainda estava ligado. Estranho não? O coitado havia esquecido de desligar e… seu e-mail ainda estava aberto!

Na hora um aglomerado de curiosos tumultuaram em volta do computador, todos queriam fuçar. Aparentemente não havia nada de interessante, afinal era o e-mail do hotmail e ele não o usava para nada. Melhor mesmo seria se ele não usasse para nada, mas alguém lembrou algo muito valioso para o momento: somente o hotmail abria lá e era somente pelo hotmail que conseguíamos enviar os arquivos para os professores.

Festa momentânea. Todos confabularam para decidir o que fariam para sacanear o pobre diabo, uma vez que, apesar de muito amigo nosso, ele não era muito simpático. Por fim, a sacanagem foi decidida: Mudaram o nome de exibição do e-mail dele para "Viadinho Emo".

Seria algo meio bobinho se não fosse o fato de esse nome de exibição ter durado por um semestre e ninguém ter avisado ele. Aliás, juro que tentei avisar para ele olhar o nome de exibição ou enviar um e-mail a si mesmo, mas ele sempre achava que era uma cilada nossa.

E o melhor era ver o sorriso malicioso na cara dos professores quando ele questionava se tinham mesmo recebido os arquivos. Olhavam com aquela cara de "hmm… viadinho hein!".


Isso aí, veste a camisa campeão!

2- A burrice, esta amiga dos desocupados
Este aconteceu num lugar que trabalhei há um tempo atrás. Havia uma certa rixa entre eu e o professor de manutenção de computadores, porque eu dava aula de informática E manutenção, além de fazer a manutenção dos computadores e ele só dava aula de manutenção e ficava puto com o fato de ele ter quase 30 e eu ter apenas 17/18 na época.

Pela quantidade de aulas mais a manutenção, eu obviamente ganhava mais que ele e o infeliz tentava a todo custo tirar meus ganhos extras pela manutenção dos computadores. Tentava isso de todas as formas, deixando placas ligadas ao contrário, soltando cabos internos, formatando os computadores que eram usados em aulas de informática geral como exercícios na aula dele e esquecendo convenientemente de instalar as coisas novamente e enfim, era um filho da puta mesmo.

Eu conseguia driblar esses incovenientes durante as aulas e fazia um verdadeiro "se vira nos 30" para deixar os computadores em ordem antes de as aulas começarem. Para piorar a briguinha, os alunos gostavam mais das minhas aulas e criticavam as dele. O cara tentava de todo jeito minar os computadores, criar e resolver problemas inexistentes para mostrar serviço, mas não resultava em nada. Otário.

Eis que num dia em que eu fazia o check-up nos computadores, parei para ler meu e-mail. Automaticamente sou redirecionada para a caixa de entrada do gmail do infeliz. O trouxa havia salvo a senha no computador. Muita sorte, não? Precisava ser rápida, alguém poderia entrar na sala e ver o e-mail aberto.

Dei uma lida rápida nos e-mails da caixa de entrada e nos e-mails enviados, vi que ele usava para enviar arquivos e materiais para os alunos do curso, para os alunos de uma escola estadual (ele também dava aula de matemática) e para algumas empresas clientes dele.

Ótimo! Corri e mudei o nome de exibição dele para "GORDO GAY", fechei o e-mail e limpei o histórico. Aquela máquina iria para a formatação mesmo e ninguém desconfiaria.

Na semana seguinte colhi os louros da vitória ao ver que os alunos alopravam ele a todo instante. E pelo visto o gordo imbecil demorou a se tocar sobre o e-mail, porque era chacoteado até por alunos novos. Imagino qual foi o resultado disso com os alunos da escola estadual… Vingança, muahaha!


Gordowned!