Archive for the ‘Geral’ Category

Ao mestre, com carinho

Saturday, July 24th, 2010

Estou há quase um ano sem postar aqui, mas o ocorrido de hoje me fez ter inspiração pra voltar a querer escrever.

Quem me conhece, sabe que estou cagando e andando pra Selecinha e isso não me torna menos nacionalista. Até porque nunca fui. Acordar com a declaração do Mano Menezes, dizendo um sim a CBF, ao convite para ser o técnico da seleção brasileira, me deixou bem triste.

Triste, não só pelo óbvio. Claro que perder um técnico bom e coerente deixa o torcedor preocupado, mas o Mano Menezes foi um técnico acima disso, muito acima. Não perdemos um técnico, perdemos um parceiro.

Ter um técnico que aceite um projeto a longo prazo e que consiga planejar as coisas dessa forma, é para poucos. Um cara que tem a análise tática e coragem de assumir erros, como o Mano fez, além de conseguir uma união e amizade com o grupo, independente de qual seja a formação, foi coisa que poucos conseguiram.

Todos técnicos que passaram já tiveram suas falhas, algumas imperdoáveis, mas poucos conseguiram agir como o Mano Menezes agia. Poucos foram tão coerentes em suas palavras, poucos foram tão corretos em suas atitudes e postura. E mais:  Poucos conseguiram misturar sua história com a do Corinthians, como o Mano conseguiu.

Deixo aqui meus agradecimentos a todo o trabalho do Mano com o Corinthians, as vitórias, aos títulos que trouxe, ao Paulistão invicto, a união com a equipe,  a sua postura, por ter mantido a linearidade que teve durante todo esse tempo, pelo profissionalismo e pelo respeito que teve com a Fiel. Valeu, Mano! Você faz parte da história do Timão e merece essa dedicatória!


Retirado de: http://www.loucoporticorinthians.com/video/mano-menezes-um-tributo-ao

Curtas #2

Wednesday, October 29th, 2008

Estou com um bloqueio mental terrível. Se me pedissem pra criar um desenho de palitinhos eu certamente não conseguiria. Nem escrever posts eu estou conseguindo. Preciso de uma semana de ócio numa ilha deserta.

Aceito passagens para Ilhas Pitcairn.

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Estou aprendendo Action Script. Seria perfeito se o curso ensinasse ao menos um pouco do AS 2.0, já que 90% dos sistemas que tenho aqui são programados em AS 2.0. O lado bom é que vou manjar absurdamente de AS 3.0, coisa que atualmente poucos sabem. Ótimo.

Agora, para alimentar a minha onda de sorte e azar, tive um bônus +5 com sorte, tirei um crítico com certeza. Achei um site que dá curso de Action Script 2.0 grátis. Fiz uma parte do curso e achei bem legal. Segue o link: http://www.aprendofacil.com.br/index.php

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Aparentemente o Marlin Azul virou referência nas comunidades de Engenharia Social. Estou recebendo muitas visitas vindas delas. Isso é engraçado porque reforça minha teoria (e me inclui nela) de que qualquer idiota que escreve merda na internet vira referência.

Se continuar assim, daqui uns meses vou dar palestras e falar sobre o assunto como se fosse algo realmente muito sério. No segundo convite para algum evento que reúne blogueiros que escrevem merda eu vou escrever um livro – num papel higiênico – e ainda vou vender, porque o mundo ainda é recheado de pessoas que não estão no controle de suas faculdades mentais.

Agradeço a todas elas! Obrigada, obrigada!

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Acho que na faculdade a gente deveria ter matérias de como matar clientes de forma eficiente e prática. Imaginem uma reunião com 48 pessoas. Todas aprovam o layout do site, mas apenas uma – a doença infecciosa – decide que o site está "muito frio, que tal umas cores mais… quentes?".

E graças a isso uma legião de smiles sorridentes concorda com o filhodaputa que teve essa maldita idéia sem sentido algum, apenas por querer um site "colorido" e o designer em questão, no caso EU, leva um nabo de uma semana tentando fazer o site ficar mais "alegre" para o cliente imbecil.

Por que todo maldito cliente acha que os sites devem ser alegres?  A internet na visão deles é um circo. E o designer é o palhaço.

Brasil, o país da cirrose

Sunday, October 5th, 2008

Acabei de ler essa notícia sobre a lei seca ter sido suspensa no dia das eleições. Vejam, segundo a notícia "Na eleição de 2006, a SSP proibiu a venda e o consumo de bebidas alcoólicas no dia da votação das 8h às 17h". Das 8 as 17, apenas. E ainda assim, a associação de bares e restaurantes conseguiu tirar a proibição, alegando que isso não interfere no voto. Para ser bem sincera, não me importo se isso interfere ou não no voto, quero que se foda, já que tem nego que vota no Clodovil, Maluf e afins estando consciente mesmo.

O que me irrita de fato é essa loucura contra lei seca. Não consigo sequer imaginar como um infeliz pode ficar incomodado se só puder beber depois das 17. Ou melhor, o cara pode beber em casa mesmo, se for o jeito, mas isso pra mim é dependência química grave.

Os donos de bar querem mais é que se foda, o lance é lucrar no vício alheio, claro. Não há inocência.

Aí que nego fica emputecido com a "outra" lei seca, a de não poder dirigir bêbado. Acham que é um absurdo não poder tomar "só 3 latinhas" e sair por aí dirigindo. Queria que cada idiota desses tivesse o parente mais próximo e mais querido vítima de um motorista bêbado, com falta de reflexo e que ainda fugisse do local, sem prestar socorro. Acho que só assim pra essa nação de cachaceiros notar que é realmente grave a situação.

O pior é que é praticamente a mesma situação da época da lei do cinto de segurança, foi preciso que milhares e milhares morressem grosseiramente para que o povo notasse que era realmente necessário.

E a luta dos bares contra a lei seca continua, não duvido que a lei mais cedo ou mais tarde caia em esquecimento pelo simples fato de que o egoísmo de uns, fode a vida de outros, e ninguém liga pra isso. Aliás, ninguém liga desde que isso não afete diretamente os bêbados em questão ou os descoladinhos que falam mal da lei aleatóriamente, já que ainda não tiveram nenhum parente/amigo/afins afetado por um ébrio filho da puta.
Que uma latinha de cerveja atrapalhe o reflexo de um motorista, e que este atropele sei lá, o cachorro de cada um que reclama da lei. As pessoas só aprendem as coisas na base da porrada mesmo, imbecis.

 Desejo para cada maldito desses uma cirrose fudida. Uma cirrose mutada, uma cirrose dolorosa e uma morte lenta, sem uma gota de álcool. Sofreriam sóbrios e cientes das merdas que fizeram.

Reclamam das leis boas, ignoram as ruins. Desde que não tirem a dose diária de álcool na veia, tudo bem, não é mesmo? País de cachaceiros.

Momento Resenhas

Wednesday, October 1st, 2008

Filmes do Mês de Setembro:

O Procurado: Nota 7.
Dormi no cinema vendo o filme. Tenho certeza que se fosse realmente bom, eu não teria dormido. E tenho dito.

 

Ensaio Sobre a Cegueira: Nota 6.
É Chato. Chato mesmo, muito chato. Enfadonho. Prolixo eu diria. Tudo bem que o filme mostra o lado podre das pessoas, etc, etc. mas acredito que seria um filme melhor se fosse de terror. Seria perfeito se fosse um terror. Mas não foi um terror, foi um drama. Um drama infinito, um drama no sentido de que ver o filme até o final sem morrer de tédio no processo é em si o drama.

A parte realmente legal do filme é ver como a protagonista (que enxerga) deixa o marido surtado (e cego) falando sozinho toda vez que ele decide encher o saco dela. É um sonho de toda humanidade fazer isso, certamente.

Curtas

Monday, September 22nd, 2008

Não morri. Apenas estou me adaptando ao novo emprego, juro por Google que logo volto a postar diariamente.
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Ah sim, mudei de emprego. Saí de uma empresa para ir para uma empresa de verdade. Vejamos os comparativos:

- Empresa Antiga: Paternalista, regida por filhos do dono. O dono é um velho senil, e seus filhos são marmanjos mimados metidos a saber de todas as áreas, atrapalhando o próprio serviço dos funcionários. Regime militar: horários rídigos até para funcionários sem registro. Chefes diretos eram toscos: uma gorda estúpida com grave falta de rola e um chefe metido a porra loca, mas no fundo era um workholic. A empresa não dava nenhum incentivo aos funcionários.

Entrei lá e passei quase 3 anos sem registro e sem perspectivas profissionais algumas. Péssimo.

- Empresa Nova: Profissionais bem qualificados. A empresa fornece horários flexíveis, tudo é resolvido pacificamente nas reuniões. As pessoas se preocupam com horário de almoço e de descanço. O funcionário tem cursos dentro da empresa e é incentivado a fazer novos cursos. Há grande possibilidade de crescimento profissional.

Ótimo. Aliás, seria bom mesmo se eu manjasse muito de flash. Como não manjo muito, começo a pensar seriamente sobre uma meta para saber em quanto tempo levarei um pé da nova empresa. Ainda que isso aconteça, fico feliz em ter chutado a empresa antiga pro inferno.

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Acredito que a nova frase que mais ouvirei no trabalho, e que certamente quebrará o recorde da antiga: "muda mais pra esquerda" e "troca essa cor para vermelho" será "deixa a animação mais lenta".
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 Encerrando o post de hoje, lembrei de algo ocorrido hoje a tarde. Vi meu vô sossegado no quarto, enquanto eu trabalhava no fim de semana. Ele lá, dormindo enquanto a TV passava um programa aleatório, e eu aqui ralando numa maldita animação em flash. Confesso que senti uma certa inveja dele lá morgando sossegado e eu me matando e perdendo meu fim de semana. Assim, será que rola me aposentar antes dos 30? Será que dá pra viver trabalhando uma vez por semana? Se tudo der absurdamente errado, eu me mudo para Pitcairn!

Certeza que foi um pobre que inventou essa coisa de que "trabalho enobrece". Se fosse nobre mesmo, rico não passava o ano inteiro de férias!


Já dizia o ditado: "Quando sentir vontade de trabalhar,
procure um cantinho e espere a vontade passar."

Que o mundo acabe em barranco

Wednesday, September 10th, 2008

Tá rolando o maior desespero em relação ao tal LHC, geral dizendo que o mundo vai acabar e que a ciência finalmente conseguiu destruir a humanidade e blá blá blá. Frescura! Os que estão causando alvoroço só estão fazendo isso porque, caso consigam descobrir algo sobre a criação do universo, isso será definitivamente um chute de bico na bunda das religiões. Ótimo! Ciência WINS.


Death Star caiu na Terra. Quem vai destruir o mundo é o Darth Vader!

O que me intriga é o nome criativo que deram para a máquina. Assim, imagine a sala de reuniões na hora do batismo da máquina que nos dará a resposta sobre a vida, o universo e tudo mais criação do universo. Um monte de cientistas, chefes de estado e toda gente importante que poderia estar lá,  se sentam e começam a pensar. Eles precisam dar um nome a um Colisor de Hádrons. E esse colisor é grande. Todos começam a pensar, fazer um brainstorming sobre o nome. Minutos depois alguém se levanta com uma idéia genial, um insight:

- Já sei! – silêncio na sala, todos ficam apreensivos e curiosos
- Vamos nomear essa máquina, esse Colisor de Hádrons de… Colisor de Hádrons! - todos aplaudem, afinal, é um belo nome.
- Mas… espera! -  Alguém interrompe. Novamente um silêncio sepulcral toma conta do recinto – Colisor de Hádrons é tão… óbvio. Vamos pensar melhor vai…
- Ok! Ele é grande, não é? Imenso, não? Então vamos chamá-lo de… Grande Colisor de Hádrons! – todos se levantam, aplaudem de pé o nome original e objetivo que acabaram de criar. A reunião encerra e pronto, a máquina está batizada! Large Hadron Collider! Simples assim.

Se numa realidade alternativa essa máquina fosse nomeada por uma agência de publicidade, ela teria o maior logo do mundo e este logo estaria num outdoor imenso preso na lua, para que todos pudessemos ver. Tanta gente daria pitaco nesse logo, que ele pareceria o inferno depois do carnaval. O nome da máquina então, prefiro nem pensar. Dá para imaginar algo como "O Criador de Universos – Seja um deus você também!". Medo.

Mas se o mundo acabar mesmo, que acabe em barranco pra eu morrer encostada deveriam dar o aviso um dia antes, só para a população poder sentir o gostinho de sair pilhando lojas – de eletrônicos de preferência – e ter um dia de rico antes de serem sugados para dentro de um cu espacial que puxará geral pra si.

Dúvidas Cruéis – parte II

Wednesday, September 3rd, 2008

Há coisas que eu nunca vou compreender. E digo isso não por falta de capacidade mental minha, mas porque eu nunca poderei mudar a capacidade mental alheia e mudar o mundo para que essas dúvidas sejam sanadas. Vamos as dúvidas cruéis do dia:

- Vamos supor que você tem que refazer um arquivo já antigo, modernizá-lo. A pessoa te manda o modelo antigo e você constrói o layout novo, fica bacanão e tal. Aí depois de tudo feito, a pessoa nota que os textos também estão antigos (óbvio) e que isso deverá ser mudado.

Dúvida cruel: Mas por que raios as pessoas não vêem isso antes? Porra! Quero meu lança chamas now!

- Agora uma nova situação: Imaginem que você tem um espaço mínimo para construir um anúncio. Chutando um espaço aleatório, 8×8 cm. Pequeno, certo? Muito pequeno, concordam? OK. Nele devem ir as informações principais dos produtos que serão vendidos, as coisas básicas e um logotipo para identificar a empresa.

Mas eu gostaria muito de saber o porquê, o porquê de todo dono/chefe/superior imbecil de empresa achar que deve transformar todo mísero anúncio, por menor que seja, em um carnaval de informações institucionais e sem sentido algum para a oferta do produto em questão. O que era claro e objetivo vira um atropelo de informações sem fim, um inferno. E os donos ignoram as opiniões do designer, afinal qualquer macaco formado em qualquer profissão sabe tanto quanto um formado ESPECIFICAMENTE NA PORRA DA ÁREA PRA CRIAR E PLANEJAR ANÚNCIOS OMG!11111

Vou atear fogo no meu diploma. Ou enfiar no cu do próximo mala que estragar um anúncio.

Pressa pra que?

Monday, September 1st, 2008

Pressa pra que?

Já se questionaram isso hoje? Sério, porque de uns tempos pra cá, se nenhuma lei se aplicasse a mim caso eu esfolasse uma pessoa viva no asfalto, eu faria isso com cada apressado que me torrasse os poucos fios de tolerância que ainda me restam.

Acredito que os ansiosos (no sentido dos desesperados e apressados que cito) – e isso pode até ser hipocrisia de minha parte, já que eu sou considerávelmente ansiosa – deveriam ser isolados da sociedade. Isolados mesmo saca? Isso deveria ser tratado como um distúrbio mental grave, daqueles que a gente fica meio cabreiro de chegar perto de pessoas que os têm, como se fosse uma psicose ou sei lá, uma esquizofrenia.

Acho que deveriam prender cada ansioso, apressado maldito, num cubo de vidro para observação, porque convenhamos: é uma doença contagiosa.

Os apressados em geral não se cabem em seu próprio desespero e começam a espalhar a desgraça. Parece que não basta ser um imbecil que cultiva uma gastrite e um stress absurdo por desespero e síndrome do "pra ontem", o lance mesmo é passar para todos ao seu redor e ver o mundo girando em velocidade máxima. Trocando em miúdos: o cara não se contenta em ser deseperado, ele quer que você também seja. E mais ainda, quer que você apresse os outros também.

Querem que as máquinas trabalhem mais rápido do que é possível. Querem que as pessoas virem noites para entregar tudo no prazo. Querem tudo aqui e agora. Se possível, desejariam que a realidade se desdobrasse a favor da pressa rídicula deles. Propotentes, presunçosos e detestáveis.

O que me irrita mais nisso tudo é que quase sempre a pressa exagerada resulta em algo imbecil, como deixar todo o resultado de lado, parado, para depois de muitos dias dar continuidade a obra que aparentemente era "pra ontem".

Façam um favor a si mesmos e a humanidade: matem um apressado por dia!